Quem é você?

 

Iniciamos hoje uma série de 4 posts sobre autorreflexão.

Recentemente me fizeram a seguinte pergunta: “Quem é você?”. A primeira vista ela parece simples, não? Pois é, para mim não foi. Confesso que entrei em uma breve crise existencial por alguns dias, e então resolvi perguntar para amigos e conhecidos a mesma pergunta, só para saber se eu era a única perdida no mundo. Para minha surpresa, 75% das pessoas também não souberam responder e os 25% que responderam, deram muitas definições diferentes sobre eles mesmos.

A primeira resposta que me veio a mente foi: “Meu nome é Fulana, tenho XX anos, sou formada em Y e trabalho com Z.” Mas, ao mesmo tempo, percebi que só isso não me definia. E se eu não quiser ser apenas um nome, ter uma ideia e realizar uma profissão? E se eu quiser ser mais? Na minha breve pesquisa com amigos nas redes sociais, recebi três tipos de resposta: 1-Eu sou eu, você me conhece; 2-Sou fulano, gosto disso, daquilo, faço isso, faço aquilo, acredito nisso; 3-Eu não sei quem sou.

 

Vamos analisar cada tipo de resposta com mais calma?

1-“Eu sou eu.” Legal. Penso que a pessoa nunca parou para pensar sobre o assunto, mas o complemento “você me conhece” me chamou muita atenção. Como alguém pode se definir através dos olhos de outra pessoa? Se perguntarmos para quem nos conhece e convive conosco, teremos respostas muito diversas. Cada um de nós é alguém diferente através da visão de outras pessoas. Por exemplo, minha mãe me descreveria de um jeito, meus amigos de outro, meus colegas de trabalho de uma terceira maneira e por aí vai… Saber quem somos para nós mesmos é mais importante do que saber quem somos para os outros. Pois, para o outros, somos apenas fragmentos. Eles não conhecem nossos medos, nossas angústias, nossos pensamentos, sonhos e desejos. Eles conhecem o que mostramos para eles.

2-Vou pegar uma resposta que achei interessantíssima: “Sou mulher, bissexual, simples, interessada, determinada, palhaça (com pitada de ironia), às vezes grossa, seca e/ou sincera demais, pet lover”, outra resposta foi ainda mais longe e disse “sou a união de todas as experiências vividas ao longo de 35 anos…”. Com qual lente olhamos para nós mesmos? Como nos enxergamos? O que é importante o suficiente em nossas vidas que sirva como base para fazer parte de quem somos?

3-A terceira resposta, a qual eu mesma respondi: eu não sei quem sou. Em algum momento eu me perdi, ou será que nunca soube o que eu realmente era? Quem não soube responder, será que se perdeu ou nunca se achou?

 

Enfim, o que nos torna nós mesmos?

Pesquisando na psicologia, encontrei algumas dicas de como encontrar o seu “eu”. Para aqueles que estão perdidos ou para aqueles que se enxergam através dos olhos alheios, segue algumas dicas e alguns passos para nos encontrarmos com que somos.

 

Somos a nossa história

Tudo que aconteceu em nossa vida desde que nascemos é parte do que somos. A cidade, o país onde nascemos nos molda, a nossa família, nossas crenças, nossas batalhas, os desafios que enfrentamos, o que aprendemos e deixamos de aprender, nossa classe social, a escola que frequentamos, as escolhas que fizemos, tudo isso faz parte de quem você é.

 

Nossas realizações

O que você realizou na sua vida? O que você deixou de realizar? Qual foi o caminho que você percorreu para chegar lá? Quais escolhas tomou? Você falhou alguma vez? Quantas vezes teve que tentar até conseguir?

 

Nossas paixões

O que faz seus olhos brilharem? O que você ama? Seus passatempos, seu gosto musical, os filmes que você assiste. Qual assunto você pode discutir por horas com um sorriso no rosto?

 

Características

Não apenas físicas, mas o que você sente, qual é sua personalidade. Quais são seus pontos fortes e pontos fracos?

 

Nossos mestres

Quem você admira? Quem te influencia?

 

Propósito

Qual é seu propósito? O que você quer na sua vida? (Não soube responder? teremos um post falando apenas sobre este assunto, fique ligado!)

 

Por fim, repertório

O seu repertório é uma mistura de todos os outros pontos já citados. Tudo que você viveu, tudo que você gosta, com quem você se relaciona, tudo isso faz parte do seu repertório. Ele é quem vai te ajudar a definir quem você é. O seu repertório é o conjunto da obra.

 

Por que precisamos saber quem somos?

 

Durante as 3 próximas semanas, trataremos sobre diversos assuntos relacionados à quem somos. Entender quem somos hoje é imprescindível para nosso aprimoramento pessoal e profissional. Sem entender como funcionamos, não podemos exigir mudanças ou progresso, pois, não sabemos onde está nosso ponto de partida. Por isso, desafio você a responder todas as perguntas acima e desvendar o quebra-cabeça do seu “eu”. Nos próximos posts falaremos sobre como esse auto-conhecimento é fundamental para nosso crescimento.